Imprensa

foto: Adriana AranhaBoca de Lobo apresenta

Escumalha, de Douglas Germano

Terceiro disco solo do músico reflete o Brasil resultante das transformações mais recentes e das violências históricas

AS FLECHAS DE DOUGLAS GERMANO

A “Escumalha” risca o chão com a ponta do violão de Douglas Germano virado em faca e dá a volta ao mundo nos arrepiados das capoeiras. Feito isso, arma o fuzuê num forró no Muquém, lambuza a língua do banzo com os folguedos dos toques do Congo, serpenteia em acordes abraçados aos tambores ancestrais do mundo e chama, com as bênçãos do orixá e parceiro Aldir Blanc, os babacas daquilo que eles de fato são: canalhas e vendilhões que comandam, em direção ao precipício, a nau de insensatos.

A brasilidade que transborda das canções deste trabalho/gira de macumba é tudo aquilo que o Brasil oficial e colonial odeia. Por aqui passeiam sentidos, afetos, sonoridades, rasuras, contradições, naufrágios, ilhas fugidias, revoada de maracanãs e picadas de maribondos: saravá e samba.

A música e os versos de Douglas Germano, em voo solo ou com parceiros, vivem na síncope de Tião Miquimba, no drible de Garrincha, na dobra do tambor do santo, na oração das carpideiras, no cachimbo de Preto Velho que bafora Tempo, no esporro dos tambores de guerra das matas e cidades. Chamam pra porrada e acariciam o remanso das insignificâncias dos versos desinventados de Manoel de Barros.

O Brasil oficial tem verdadeiro horror ao Brasil da brasilidade, nosso rancho dos fodidos, lanhados, exterminados, encantados, contra o vento, o rei, a lei, o altíssimo, a foice, o facão, o canhão e o arado. Douglas é arauto de Palmares, Caldeirão, Angicos, malês, cabanos, confederados, tupinambás. Cambono do povo de rua!

Eu já deixei o Brasil - um empreendimento horroroso de morte e desencanto - faz tempo e fui morar, arriar padê e cuspir marafo na encruzilhada da brasilidade, a sua maior inimiga. O Brasil oficial é o assassino de Brumadinho. O Brasil da brasilidade, que há de nos salvar do oficial, é exatamente aquele que ressoa em cada faixa da Escumalha. É disso que se trata aqui.

Douglas Germano é o capitão da mata das sonoridades brasileiras, Oxóssi capangueiro da jurema, com seu bornal de palavras. Dono das flechas – o violão é o arco – que rasgam o peito do vil malandrão e alumiam a noite escura pra reunir a aldeia e dizer que é a morte – um empreendimento dos tiranos – que morrerá aqui, desmantelada.

Saravá!

Luiz Antonio Simas (texto de apresentação do álbum)

ESCUMALHA

É o novo trabalho – terceiro disco solo e show – com repertório (quase todo) inédito do compositor Douglas Germano.

Resultado de, aproximadamente, dois anos de labuta, entre pesquisa, composição e o processo de gravação, Escumalha aborda a realidade de vendedores de trem, rezadeiras, chapas de beira de estrada, estivadores, ambulantes, jogadores de várzea, trabalhadores do setor primário e secundário, domésticas, ou seja, integrantes do lumpemproletariado – os invisibilizados por grande parte da sociedade “produtiva”. Gente que exerce possibilidades de socialização em espaços como o vagão de trem, o terminal de ônibus, o “butiquim” de passagem, a fila do SUS, a igreja, a rua do bairro onde mora. Gente que habita as periferias das grandes cidades, migrantes de cantos remotos do país – onde também deixaram suas culturas de origem e as tentam recuperar de alguma maneira, longe da terra natal, pela fé, em singelos hábitos, no vestir, no comer, no falar, na decoração da casa... O brasileiro resultante de todas as tranformações e violências históricas. Aquele que está excluído dos perfis de beleza, de consumo, de moda, de sucesso, mas que, ao mesmo tempo, é a quem invariavelmente se recorre quando se pretende mostrar ou narrar o Brasil real, profundo. O povo que forma a trama, a urdidura mais sólida deste país. Digno, nobre, força motriz de sobrevivência, transformação, alegria e beleza.

O verbete “Escumalha”, dicionarizado como “escória social; gente de baixa estirpe, ralé, escuma”, na elaboração das canções, remete principalmente a pessoas de meia idade, alheias à parafernália digital e seus potenciais, excluídas do consumo cultural, sem representatividade nos ambientes de poder e nos modelos de comportamento social predominantes e hegemônicos. Trabalhadores que não passeiam de bike aos domingos na av. Paulista, mas que utilizam a bicicleta diariamente como meio de transporte ou para cumprir parte do trajeto de suas casas até a estação de trem com destino ao emprego duramente conquistado e mantido. Pessoas cujo contato com a informação e a cultura se dá apenas por meio da televisão aberta e das rádios comerciais e comunitárias (quando muito). Pessoas para as quais a tecnologia é um mistério incompreensível, às vezes prejudicial, pois sinaliza o abismo da falta de acesso ao conhecimento técnico e a ausência de oportunidades.

Há, no roteiro do disco, uma sequência de composições críticas ao Brasil oficial. Esse que marginaliza, achaca, vilipendia, nega direitos, exclui e, até mesmo, mata as populações mais pobres – um verdadeiro valhacouto de vis malandrões a quem se destina o grito de babaca! Já a segunda sequência reverencia a escumalha do Brasil real e toda a sua nobreza. Como na fundamental figura do “chapa”, peça frágil e indefesa que azeita o sistema de transporte do país. Na importância da liderança feminina. Na perspicácia e inteligência da linguagem popular. Na beleza e singeleza poética das pequenas ações e gestos. Na sabedoria transmitida oralmente, de geração em geração, que orienta, com base no sofrimento real, caminhos mais harmoniosos e criativos.

Em suma: Escumalha é uma ode ao Brasil do Povo Brasileiro.

DIREÇÃO MUSICAL ÁLBUM / SHOW

Os arranjos são todos assinados por João Poleto, Henrique Araújo e Renato Enoki, que também compõem a banda que tem levado o repertório do disco aos palcos (até agora, Sesc Pompeia, Sesc Itaquera e Casa de Francisca), acompanhados de Rafael Toledo e Xeina Barros. Os arranjos de base partem do violão de Douglas Germano. As gravações foram realizadas com toda a banda tocando à vera, junta, como em uma apresentação ao vivo. Participações especiais e outros complementos foram realizados posteriormente, como nas colaborações extraordinárias de Allan Abbadia (trombone), Gian Correa (violão 7 cordas), Marcelo Martins (cavaquinho) e dos cantores líricos Diego Maurílio (baixo), Dênia Campos (soprano), Negravat (soprano) e Tânia Viana (contralto). O coro tem papel fundamental em cada uma das canções e, além dos já citados, teve participações de Alfredo Castro, Cristiano José, Flora Poppovic e Xeina Barros.

PARCEIROS

São três os parceiros de Douglas Germano presentes em Escumalha: Aldir Blanc, em “Valhacouto”; Kiko Dinucci, em “Vil Malandrão”; e João Poleto, em “Insignificâncias”.

PRODUÇÃO

A produção de Escumalha é assinada por Fabio Giorgio e inaugura o selo Boca de Lobo.

A produção musical, mixagem e masterização são assinadas por André Magalhães.

Direção de arte de Deiverson Ribeiro.

Fotografias de Arnon Gonçalves e Xirumba Amorim.

SINOPSE DO SHOW

O compositor paulistano Douglas Germano e banda, acompanhados de coro, apresentam o show Escumalha.

Terceiro disco solo do músico, Escumalha reúne dez canções que abordam, de forma crítica, a balbúrdia do contemporâneo e revisitam acontecimentos históricos, sem, no entanto, prescindir de lirismo, de apreço à sociabilidade orgânica, ao cidadão comum, à espiritualidade, à combatividade política e à cultura popular. O trabalho marca a estreia da parceria de Douglas com o letrista Aldir Blanc e também inaugura o selo Boca de Lobo.

No repertório da apresentação, o disco na íntegra, algumas surpresas e inéditas.

SHOW

Duração 80 minutos

RECOMENDAÇÃO ETÁRIA

Livre

FORMAÇÃO

Douglas Germano – voz e violão

João Poleto – sax e flauta

Henrique Araújo – bandolim e cavaquinho

Renato Enoki – baixo acústico

Rafael Toledo – bateria

Xeina Barros – percussão e voz

CORO (participação especial)

Alfredo Castro – voz e percussão

Flora Poppovic – voz e percussão

Negravat – voz

PRODUÇÃO

Fabio Giorgio

11 97148-1063

fabio@bocadelobo.art.br

ESCUMALHA DISPONÍVEL EM TODAS AS PLATAFORMAS DIGITAIS

YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=UkteYpltyjk&list=PLhvbVsr0eULzmKGyHwWFqFPoKndo1PwNF

Repertório

Capitão do mato

Deu chabu (Douglas Germano/Roberto Didio)

Àgbá

Escumalha

Vil Malandrão (Kiko Dinucci/Douglas Germano)

Marcha de Maria

Tempo Velho

Chapa

Ratapaiapatabarreno

Insignificâncias (João Poleto/Douglas Germano)

Babaca

Valhacouto (Douglas Germano/Aldir Blanc)

(*Todas as músicas são de Douglas Germano, exceto as indicadas.)

Minibiografias

DOUGLAS GERMANO | voz e violão

Ainda garoto, aos 12 anos, é iniciado na bateria da Nenê de Vila Matilde – participa dos desfiles da escola entre o início da década de 1980 e o começo dos anos 90. Suas primeiras composições são desse período. A primeira gravação, pelo grupo Fundo de Quintal, é de 1991. Naquele ano, por intermédio de Ruy Weber, com quem estudara violão, conhece João Poleto, flautista e saxofonista que o convida a integrar o conjunto que executaria a música de O Mistério do Fundo do Pote, de Ilo Krugli, pela Cia. Teatro Vento Forte. Em 1994, com novo convite de Poleto, participa do grupo musical da peça Torre de Babel, de Arrabal, com direção de Paulo Fabiano pela Cia.Teatro X. No ano seguinte, outra indicação de Poleto o leva à direção musical de Zumbi, da mesma companhia – também compõe a trilha original do espetáculo. Segue como diretor musical da Cia. Teatro X por mais 10 anos, compondo os temas de Espólio, Bando de Maria, Calígula (finalista no Prêmio Shell de 2003 na categoria de Melhor Trilha Original) e O Cobrador. Em 2004, é convidado por Kiko Dinucci a integrar o Bando Afromacarrônico – ambos se conhecem por volta de 1998 no projeto Mutirão do Samba, organizado por Douglas, Antônio Carlos Moreira, Everaldo F. Silva e Paquera no centro de São Paulo, reunindo compositores com a intenção de registrar as próprias obras. Por meio do bando, e devido à afinidade desenvolvida entre os dois, Douglas e Kiko realizam uma série de parcerias que resultam no disco Duo Moviola, um dos embriões do trabalho de ambos dali por diante: irreverente, urbano, espécie de crônica do cotidiano com olhar voltado para o próprio tempo. Em 2011 sai, em formato digital, seu primeiro álbum solo, ORÍ, produzido por João Marcondes pelo selo BAC Discos. Apesar de não existir fisicamente, a obra tem boa repercussão e o torna finalista do 23º Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Cantor de Samba. Em 2016, vence o Prêmio Multishow, na categoria Música do Ano, com “Maria de Vila Matilde”. Com a mesma canção é indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor música em português – concorre às duas premiações pela gravação de Elza Soares. No mesmo ano, de maneira independente, é lançado seu segundo disco solo, Golpe de Vista, gravado com instrumentação diminuta: violão, cavaquinho e caixa de fósforos. O disco tem boa repercussão e é indicado ao Prêmio APCA 2016. Carlinhos Vergueiro, Elza Soares (nos dois trabalhos mais recentes), Kiko Dinucci, Juçara Marçal, Criolo, Thiago França, Metá Metá, Juliana Amaral, Karina Ninni, Railídia Carvalho, Paula Sanches, Janaina Fellini, Nathália Mattos, Marcelo Pretto e Fabiana Cozza, entre outras(os), são intérpretes de suas músicas.

A BANDA

JOÃO POLETO | sax e flauta

Participou dos mais recentes trabalhos de Fabiana Cozza, Carlinhos Vergueiro, Borba e Rogério Rochilitz. Em 2007, ganhou, com o grupo Cochichando, o prêmio Ney Mesquita para gravação do primeiro CD do grupo, no qual divide as composições com André Hosoi e Paulo Ramos. Em 2011, por meio do Proac, gravou e lançou o CD Panorama do Choro Paulista Contemporâneo, projeto idealizado por Roberta Valente e Yves Finzetto, que reuniu grandes nomes do choro paulista, como Nailor Proveta, Isaías e Israel Bueno, Luizinho 7 cordas, Laércio de Freitas, Ruy Weber e outros, para gravar as composições desses grandes músicos. Além de participar do sexteto base dessa gravação, também participou como compositor convidado com a faixa “Lá Pelas Nove”. Esse trabalho foi um dos três finalistas do 23º Prêmio da Música Brasileira, na categoria projeto especial. A segunda edição do projeto, com a participação de nomes como Arismar do Espírito Santo, André Mehmari, Toninho Carrasqueira e outros, fora lançada em 2015. Atuou como Diretor Musical do grupo de teatro Vento Forte, durante dez anos, arrebanhando os prêmios APCA/1994, pela música da peça Entre o Céu e o Mar, e o prêmio Shell/2004 de melhor música (ao lado de Caique Botkai) pela peça Bodas de Sangue, de Garcia Lorca, ambas dirigidas por Ilo Krugli, além de ser indicado ao prêmio Shell/2008, pela trilha da peça Orlando Furioso, com o grupo Sobrevento. Já acompanhou artistas como Chico Buarque, Paulinho da Viola, Noite Ilustrada, Ângela Maria, Beth Carvalho, Maria Alcina, Riachão, Elton Medeiros, D. Ivone Lara, Billy Blanco, Aldir Blanc, Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila, Ná Ozzetti e Carlinhos Vergueiro, entre outros.

HENRIQUE ARAÚJO | bandolim e cavaquinho

Representa atualmente importante referência do cavaquinho e do bandolim no cenário musical do Brasil, tendo participado de diversos concertos e gravações ao lado de artistas populares e eruditos, como Dominguinhos, Yamandú Costa, Osvaldinho do Acordeon, Elza Soares, Zizi Possi, Wilson das Neves, Zeca Baleiro e os maestros Laércio de Freitas e Roberto Sion. Apresentou-se em projetos e festivais musicais no Brasil e no exterior, dentre eles, Brahma Festival Moscow, Brazilian Festival Concertgerbouw Amsterdam, Novas Vozes em Bogotá, Ano do Brasil em Portugal, Berklee Percusion Festival, XI Festival de Choro em Paris, Festival Brotfabrik-Frankfourt, Vienne Jazz Festival, apresentando-se como instrumentista e ministrando oficinas. Atualmente, além de ser diretor musical e regente do Cordão Carnavalesco Assim é que é, integra os grupos Panorama do Choro Paulistano Contemporâneo, Cadeira de Balanço, Batuqueiros e sua Gente, Alexandre Ribeiro Quarteto e Aeromosca. É músico acompanhante da cantora Fabiana Cozza. Seu trabalho solo mais recente reúne composições instrumentais de Dominguinhos.

RENATO ENOKI | baixo acústico e violão de 7 cordas

Iniciado na música aos 12 anos, passou por alguns instrumentos até chegar ao violão de 7 cordas. Estudou bateria durante cinco anos e contrabaixo por três, passando por diversos professores, em conservatórios como o Souza Lima e a EMESP. Também estudou com o grande mestre Luizinho 7 Cordas. Desde os 15 anos, trabalha como músico da noite, em bares e casas de shows. Foi Primeiro violão do G.R.C.S.E.S. Unidos do Peruche, tradicional escola de samba paulistana, por três anos, período no qual, além de comandar o time de cordas na avenida, atuou como acompanhador da Velha Guarda da Unidos do Peruche, e também da Ala Show da Unidos do Peruche. Integrante fundador do Trio Gato com Fome, realiza diversos projetos, nos quais se destacam seus trabalhos como arranjador, compositor e intérprete em shows e em festivais de música do Brasil, a gravação do disco do Trio Gato com Fome e a participação na gravação do disco O velho batuqueiro, de Osvaldinho da Cuíca. Ainda com o Trio, trabalhou como artista em navios de cruzeiros por duas temporadas e realizou uma turnê europeia, em 2007. Desde então, retorna ao velho continente constantemente para fazer shows de música brasileira e dos mais diversos estilos musicais, passando por jazz, ritmos latinos, musica balcânica, entre outros, tocando em clubes de jazz, casas de espetáculo e salas de concerto. No Brasil, já dividiu os palcos com nomes como Jair Rodrigues, Riachão, Osvaldinho da Cuíca, Germano Mathias e outros.

RAFAEL TOLEDO | bateria

Formado em Percussão pelo Conservatório de Tatuí/SP e graduado em Produção Musical na Faculdade Anhembi-Morumbi, atualmente acompanha Criolo, Eduardo Gudin, Carlinhos Vergueiro, Francineth Germano, Déo Rian, Gian Corrêa, João de Almeida Neto, Henrique Araújo, além dos grupos Regional Imperial, Batuqueiros e Sua Gente e Cordão Carnavalesco Assim é que é. Gravou e se apresentou com Roberto Silva, Elton Medeiros, Wilson Moreira, Leny Andrade ,Pery Ribeiro, Os Cariocas, Monarco, Nelson Sargento, Rosa Passos, Délcio Carvalho, Cristina Buarque, Rolando Boldrin, Almir Guineto, Dominguinhos, Maestro Spok, Zé da Velha, Altamiro Carrilho, Carlos Poyares, Jorginho do Pandeiro, Yamandu Costa, Nailor Proveta, Danilo Brito, Hector Costita, Luciana Rabello, Cristovão Bastos, Laércio de Freitas, entre outros. Ministrou aulas, oficinas e master class no “4º Rencontres Internationales de Choro de Paris”, “MaSamba Samba School” em Dublin-(IRL), “32ª Oficina de Música de Curitiba”, Universidade Anhembi-Morumbi e na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Rafael Toledo também é professor e idealizador da Escola de Choro de São Paulo.

XEINA BARROS | percussão e voz

Ainda criança começou a tocar, influenciada pelas rodas de samba realizadas na casa de sua avó. Aos 16 anos já atuava profissionalmente em sua cidade natal, Piracicaba. Estudou percussão popular, mpb e jazz no Conservatório de Tatuí/SP. Como pandeirista, acompanhou Cristóvão Bastos, Pedro Amorim, Nailor Proveta, Déo Rian, Toninho Ferraguiti, Toninho Carrasqueira, Monarco, Adriana Moreira, Kiko Dinucci, Núcleo de Samba Cupinzeiro, André Ribeiro, Agnaldo Luz, Wilson Moreira, Orquestra de Viola Caipira de Piracicaba, Diego Moraes, Quarteto de Cordas Vocais, Agnaldo Luz, grupo Chorando na Sombra, além de outros conjuntos e músicos. Integra o grupo de choro Água de Vintém, com o qual lançou os CDs Café da Dona Chica (Acari Records, 2013) – com 12 choros inéditos, sendo um assinado por Maurício Carrilho, produtor musical do disco –, e Água de Vintém interpreta Sérgio Belluco (Independente, 2015), com participações especiais de vários instrumentistas e a presença do compositor homenageado, importante professor piracicabano. Ainda em 2015, participou do show da cantora e atriz americana Sharon Jones no HSBC, em São Paulo.

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