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Beleléu Cá Entre Nós – Itamar Assumpção antes do Nego Dito

Curta-metragem documental sobre as andanças do músico paulista Itamar Assumpção pelo norte do Paraná. Reunindo iconografia e áudios raros, além de depoimentos coletados para o livro Na BOCA do BODE – Entidades Musicais em Trânsito, o diretor Fabio Giorgio perfila narrativas da formação do artista – sua incursão no teatro, o início da trajetória de compositor e cantor no eixo Londrina-São Paulo – durante os anos 1970. Com Arrigo e Paulo Barnabé, Denise Assunção e Maria Apparecida Silva de Assumpção.



DIREÇÃO Fabio Henriques Giorgio
EDIÇÃO Marcelo Montenegro e Robson Timoteo
PRODUÇÃO Toxina Corporations Bedrock Vídeo Mobili – Arte em movimento
Brasil, São Paulo, 2004/2011, 10’55’’
O documentário Beleléu cá entre nós – Itamar Assumpção antes do Nego Dito, selecionado para exibição, recebeu o prêmio de Menção Honrosa na 18ª Mostra de Vídeo Brasileiro de Santo André, em 2004. Outras exibições aconteceram em 2005, no programa Zoom, da TV Cultura, São Paulo. Em 2006, novamente na Mostra de Santo André, no Paço Municipal da cidade e no auditório da PUC (SP), na retrospectiva organizada em comemoração aos 20 anos do evento. No mesmo ano, é apresentado em Londrina (PR), no festival de literatura Londrix. Em 2007, no mês de março, no projeto Itamares, do SESC São Caetano. Em abril, como parte da programação do projeto Caixa de Som, do SESC Vila Mariana, no módulo “O DNA paranaense de uma (in)certa vanguarda paulista”, na abertura do show de lançamento do CD Olodango, da cantora e compositora Neuza Pinheiro. Também no 7º Festival de Inverno de Paranapiacaba/SP, no mês de julho do mesmo ano. Em setembro de 2008, integra as atividades do evento Eternamente Itamar Assumpção, que o diretor promoveu com a Prefeitura de São Paulo em homenagem ao músico paulista, na Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima. Reeditado em 2011, o filme fora licenciado para exibição, entre novembro de 2011 e novembro de 2012, na Sesc TV e, no mesmo ano, selecionado e apresentado na Mostra Paraná da 14ª Mostra Londrina de Cinema. Na mesma cidade paranaense, novamente é exibido, em 23 de novembro de 2016, no festival de literatura Londrix, celebrando os 10 anos de lançamento do livro Na BOCA do BODE – Entidades Musicais em Trânsito. Outra exibição ocorreu antes do espetáculo Banda Navalha, um espanto!, de Paulo Barnabé, Arrigo Barnabé e Denise Assunção, com participação de Neuza Pinheiro, em 29 de junho de 2018, no Sesc Belenzinho, em São Paulo. E, em 24 de novembro de 2018, na programação da 13ª Balada Literária, que homenageara Itamar Assumpção e Alice Ruiz, no Estúdio Lâmina.
LINK https://cacilda.blogfolha.uol.com.br/2018/07/02/banda-navalha-um-espanto-revive-explosao-musical-vinda-de-londrina/?loggedpaywall

Na BOCA do BODE – Entidades Musicais em Trânsito, de Fabio Henriques Giorgio


Obra desvenda e repercute os bastidores (norte) paranaenses da intitulada Vanguarda Paulista, esmiuçando a base humana e cultural (das obras) de Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e outros no início dos anos 1970
Em 9 de março de 1973 estreou na cidade de Londrina, norte do Paraná, um show intitulado Na BOCA do BODE, que reuniu diversos músicos da cidade numa espécie de painel da produção musical local. E a presença dos jovens Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção – que anos mais tarde, em São Paulo, deflagrariam aquilo que ficou conhecido como Vanguarda Paulista – por si só seria suficiente para situar o espetáculo naquela categoria de eventos que costumamos chamar de históricos. Mas além deles participaram, entre outros, Paulo Barnabé, que como músico ou arranjador contribuiria de maneira decisiva, tanto em Clara Crocodilo – onde também compõe – como em Beleléu, Leléu, Eu, discos de estreia, respectivamente, de Arrigo e Itamar. Ou Robinson Borba, que antes de lançar Rabo de Peixe (1984, reeditado em CD em 2002) atuou como produtor, tendo assinado a produção de um compacto da cantora sul mato-grossense Tetê Espíndola (1981), com a “Canção dos Vaga-lumes” de um lado e, do outro, “Londrina”, ambas as composições de Arrigo, de quem Robinson produziu ainda o já citado Clara Crocodilo (1980). O organizador do espetáculo, por exemplo, foi Domingos Pellegrini Jr., hoje escritor brasileiro dos mais respeitados...Pois Na BOCA do BODE é o ponto de partida (ou seria de chegada?) de Fabio Henriques Giorgio, que acabou lançando um olhar original e inusitado sobre o assunto. Embora chegue até ela, este seu olhar incide não sobre a eclosão da dita Vanguarda – o que nesse sentido equivaleria a visitar apenas os “pontos turísticos” da história que ele resolveu nos contar –, mas sobre a sua gestação, ou ao menos parte significativa dela. E para tanto, Fabio se embrenhou foi mesmo pelas quebradas, e por escrito, assim, no contrapé. Isto que ele chama de “novidade paulista parida no Paraná”. Daí este título-rodovia, Londrina-SP, cair tão bem por aqui, praticamente definindo o livro. Rodovia das movimentações geográficas, mas também das buscas, do aprendizado, da formação criativa. Das escolhas que levaram alguns dos integrantes do Na BOCA do BODE a formar, no início da década de 80, em torno do Teatro Lira Paulistana, em São Paulo, a linha de frente da música independente paulista.
Marcelo Montenegro (fragmento do texto de apresentação do livro)
Filho de um escrivão de cartório batizado com o nome italiano do avô imigrante, Arrigo Barnabé aglutinava em Londrina um grupo de vanguarda no show Na BOCA do BODE. Além dele, seu irmão, Paulo Barnabé, o produtor de seu disco, Robinson Borba, o parceiro Mario Lucio Cortes e o também estreante Itamar Assumpção – "Ele cantou 'Dos Cruces', gravada pelo Milton Nascimento, em cima de um poleiro". Algo meio udigrudi e provinciano como semelhantes estreias modestas de Nós, por Exemplo, que revelou Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia, em 1964, e o Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio, que fez o mesmo com os Novos Baianos, em 1969; ambas em Salvador.
Tárik de Souza, Jornal do Brasil, 30 jun. 1982

ALGUMA CRÍTICA


Um episódio quase esquecido lança novas luzes sobre a geração musical conhecida como vanguarda paulista.No livro Na BOCA do BODE – Entidades Musicais em Trânsito, o paulistano Fabio Henriques Giorgio mostra que as obras de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção foram geradas numa emergente cena artística, no norte do Paraná, onde os dois se conheceram, antes de se radicarem em São Paulo.[...] O ponto de partida do livro é um show realizado em março de 1973, no Teatro Universitário de Londrina.[...] Na BOCA do BODE foi um espetáculo alternativo cujo espírito renovador assemelhava-se ao dos primeiros shows coletivos da Bossa Nova, no final dos anos 50, no Rio.[...] Giorgio resgata personagens e o ambiente da cena cultural londrinense, no início dos anos 70, de modo pouco convencional. Sua narrativa mistura linguagem jornalística com tiradas poéticas.[...] Fartamente ilustrado, o livro é estruturado em capítulos temáticos, sem ordem cronológica. Ao final, traz entrevista com Arrigo e fichas técnicas de discos e festivais de música.Bem escrito e em formato de livro de arte, Na BOCA do BODE resgata um capítulo pouco conhecido da cena cultural brasileira dos anos 70. É uma inteligente e bem-sacada introdução à história da vanguarda paulista.
Carlos Calado, Folha de São Paulo, 29 maio 2006
Na BOCA do BODE – Entidades Musicais em Trânsito, do meu amigo Fabio Henriques Giorgio, está começando a berrar. O livro focaliza o agitado ambiente musical e cultural de Londrina que gerou figuras fundamentais como Arrigo e Paulo Barnabé, Itamar Assumpção, Neuza Pinheiro, Robinson Borba e muitos etcs. Na Boca do Bode – show realizado em 1973 – foi decisivo na vida e nas escolhas desses músicos, que tomaram de assalto, com navalhas e monstruosidades mutantes, a cena musical brasileira do começo dos 80. Na BOCA do BODE, o livro, tem rico material fotográfico, depoimentos e entrevistas importantes, e textos que contextualizam um pouco toda a trajetória, de Londrina ao estouro em São Paulo. É o primeiro livro a tratar do assunto. Por isso, já nasce como referência. ESPELUNCA – blogue de Ademir Assunção Disponível em: <zonabranca.blog.uol.com.br>. 1º jun. 2006
Foi juntando fragmentos, encaixando peças, colhendo depoimentos e organizando uma valiosa coleção de fotos que Fabio Henriques Giorgio escreveu Na BOCA do BODE, livro que retrata o show ocorrido no Teatro Filadélfia em 1973 e que marcou a vida cultural de Londrina. Não se trata de um trabalho acadêmico. Na BOCA do BODE abre espaço até para intervenções poéticas do autor. O grande mérito, porém, é contextualizar uma produção que vinha desde os anos 60, jogando os holofotes sobre histórias que a gente ouvia no boca a boca, mas que não tinham um registro em livro, ainda mais ilustrado desta forma. Uma época em que festivais universitários davam voz a uma expressão regional. Uma época em que um grupo de artistas chegava à idade adulta com dúvidas sobre o futuro: encarar as artes como profissão ou buscar uma saída mais segura? Dessa transição surgiram dois nomes que se destacaram nacionalmente: Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Mas os reflexos do show Na Boca do Bode foram além: mostraram aos jovens londrinenses que sim, a arte regional tinha valor. E que, no coração da Terra Vermelha, pulsava uma vontade de fazer diferente. Muitas histórias que ouvíamos falar, às vezes, temperadas pela saudade de tempos mais lúdicos, ganham o papel impresso respaldadas por depoimentos e fotos. Histórias de uma juventude em transformação, cuja extensão ainda atinge a produção cultural da cidade – conferindo-lhe uma personalidade característica de contestação.Ranulfo Pedreiro, Jornal de Londrina, 19 set. 2006

Enquanto (quase) todas as atenções d(e uma pequena parte d)a (grande) mídia se voltaram – não que não se tenha uma boa razão para tal, pelo contrário – para PretoBrás: Por que que eu não pensei nisso antes? O livro de canções e histórias de Itamar Assumpção, outro lançamento que também tinha, entre outros, o genial – e pouco conhecido – compositor como um dos personagens principais, passou praticamente despercebido: Na BOCA do BODE – Entidades Musicais em Trânsito, de Fabio Henriques Giorgio, faz minuciosa pesquisa sobre a “vanguarda paulista(na)”, nascida em Londrina, Paraná. A partir do show que batiza o livro, o pesquisador resgata histórias, entrevistas e fotografias em uma bem cuidada edição, luxo só. No show, nomes pouco conhecidos, além dos (hoje) “consagrados” Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé. Com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de Londrina, o livro inaugura a Coleção Londrina, cuja proposta é ser uma espécie de espelho da cidade. Na orelha do livro, um aviso: “não espere aqui a visão sistemática, distante, acadêmica”. Num texto agradável, com um tratamento visual cuidadoso, Fabio Giorgio conta histórias, entrevista personagens, resgata textos publicados em jornais da época e chega a brindar os leitores com as fichas técnicas de diversos festivais londrinenses – além da participação de londrinenses em outros festivais – ocorridos a partir de 1968. Na BOCA do BODE... é o mergulho de um pesquisador em diversas histórias que os meios oficiais não contam. Um livro fundamental para quem deseja conhecer melhor esta importantíssima parte da música (im)popular brasileira.
Zema Ribeiro, Jornal Pequeno, São Luís, 29 set. 2006

Para saber mais e adquirir seu exemplar:<giorgio.fabio@gmail.com> LINKShttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2905200613.htmhttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2905200614.htmhttps://orfanatoportatil.wordpress.com/2010/10/04/163/http://persivo.blogspot.com.br/2005/12/um-tom-z-adiantado-no-tempo.htmlhttp://www2.uol.com.br/borage/rbi51/brgreditorial.htmhttp://nadasercomoantes.blogspot.com.br/http://doclondrina.blogspot.com.br/2012/04/todo-bairro-tem-um-louco.htmlhttp://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/livro-mostra-que-a-vanguarda-paulista-tem-pe-vermelho-3aoyarsqwltxul86b2t4pyb6lhttp://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/potencial-de-publico-de-itamar-e-arrigo-nao-foi-alcancado-0gryyd6uwx77r7qbbw60829sthttps://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/vanguarda-paulista-parida-no-parana-963763.htmlhttps://web.facebook.com/folhadelondrina/videos/1233226386769868/?comment_tracking=%7B%22tn%22%3A%22O%22%7Dhttps://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/memoria---na-boca-da-transgressao-1001904.html